
Autoritarismos e as lutas pelo direito de ser e existir
Como líderes adquirem poder e quais estratégias e discursos interferem no controle exercido sobre uma população? O que diferencia as intenções e as consequências de diferentes líderes da história brasileira? Na busca por estas respostas, problematizaremos discursos que se propõem a defender o que chamam de liberdade e dignidade humana, mas que podem mascarar tortura, desumanização e assassinato.
Essa problematização orientará o trabalho desenvolvido nesta eletiva por meio de aulas lúdicas e reflexivas envolvendo dinâmicas, exibição de filmes, exercícios teatrais e na elaboração de jogos enquanto discutimos a semelhança do que ocorre em alguns filmes, iniciando pelo filme Jogos Vorazes, com processos que podem levar a regimes autoritários disfarçados na defesa rasa e individualista de uma suposta liberdade.
Discutiremos — diferentes — lideranças, passando por perspectivas ligadas à direita e à esquerda política, enquanto verificamos as consequências de seus discursos e ações. Estas lideranças contribuem para uma resistência a governos autoritários, ou agem para adestrar a população a agir contra seu próprio direito de existir?
Para melhor visualização do andamento desta eletiva, abaixo segue um resumo do planejamento anual:
Conteúdo programático
Lideranças que serão discutidas
- Acqualtune
- Carolina de Jesus
- Chico Mendes
- Donald Trump
- Djamila Ribeiro
- Luís Gama
- Getúlio Vargas
- Plínio Salgado
- Tabata Amaral
Filmes que serão discutidos
- Jogos Vorazes: problematização do que é normalidade e das estratégias de vigilância, controle e manipulação em estruturas autoritárias (embasamento teórico a partir de Michel Foucault e Norbert Elias)
- Trechos do filme Batismo de Sangue: medo, tortura, morte e o processo de naturalizar e banalizar a desumanização (embasamento teórico a partir de Hannah Arendt e também de Achille Mbembe)
- Trechos do seriado “Black Mirror” e o filme “A Origem”: como o subconsciente pode ser manipulado e qual a importância da mídia e da arte na reprodução ou enfrentamento deste processo (embasamento teórico a partir da psicanálise de Freud e da Escola de Frankfurt)
- Trechos do documentário a Revolução não será televisionada e do filme “Bacurau”: reflexão sobre quais as possibilidades e estratégias para resistir e existir em estruturas de autoritarismo social (reflexão embasada pela obra de Evelina Dagnino)
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